Setembro Amarelo: cuidar da mente também é cuidar da energia
Você já reparou que setembro chega com uma cor? Todo ano, nesta época, o país inteiro se pinta de amarelo para conversar sobre uma coisa que a gente costuma empurrar para depois: a saúde mental. E é justamente aqui que eu quero sentar com você, porque o Setembro Amarelo quase sempre é tratado só pelo lado da cabeça, quando na verdade a gente é bem mais do que uma mente pensante andando por aí.
Olha, nesses anos cuidando de gente eu aprendi uma coisa curiosa: quase ninguém me procura dizendo “estou com a saúde mental abalada”. A pessoa chega dizendo que está cansada. Cansada de um jeito que dormir não resolve. Neste artigo eu quero te mostrar por que esse cansaço aparece, o que ele tem a ver com o seu campo energético, sete cuidados que cabem numa rotina corrida e, principalmente, quando é hora de procurar ajuda profissional.
O que é o Setembro Amarelo, afinal
O Setembro Amarelo é uma campanha brasileira de valorização da vida e de cuidado com a saúde mental. Ela nasceu em 2015, criada pelo CVV em parceria com o Conselho Federal de Medicina e a Associação Brasileira de Psiquiatria, e desde então virou o mês em que a gente se permite falar do que costuma ficar guardado.
A escolha do amarelo tem a ver com luz. Com sinalizar. É a cor do “presta atenção aqui”. E eu gosto de pensar nesse mês como um convite muito simples: parar de tratar o próprio cansaço como frescura.
Porque tem uma coisa que a gente faz sem perceber. A gente cuida do carro, cuida da casa, cuida da agenda do filho, cuida do remédio da mãe. E vai deixando o próprio coração para o final da fila, todo santo dia, até esquecer que ele estava na fila.
O cansaço que não passa nem dormindo
Existe um tipo de cansaço que a noite de sono não resolve. Você deita exausta, acorda exausta, toma café, e às nove da manhã já está com aquela sensação de bateria em dois por cento. Se você conhece isso de perto, não está inventando nada.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil é o país com a maior prevalência de transtornos de ansiedade do mundo. Não é um detalhe pequeno. É gente demais vivendo em estado de alerta permanente, com o corpo achando que precisa correr de um leão que não existe.
E aqui vale uma imagem que eu uso muito nos atendimentos. Pense no seu celular. Quando ele fica lento, engasgando, esquentando na sua mão, você não pensa “esse celular é fraco”. Você pensa: quantos aplicativos estão abertos aí atrás? Pois é. O seu cansaço quase sempre é isso. Vinte abas emocionais abertas ao mesmo tempo, consumindo bateria em silêncio.
A diferença é que o celular avisa com uma barrinha vermelha. A gente avisa com insônia, com choro fácil, com dor no estômago, com aquela irritação que sobe do nada e depois vira culpa.
Você é a esponja energética da sua família?
Essa é a pergunta que mais faz gente se reconhecer nos meus atendimentos. Vou descrever e você me diz se soa familiar.
Sua filha liga chateada e você desliga o telefone com o peito apertado, mesmo que na sua vida não tenha acontecido nada. Você entra numa casa e sente na hora que rolou discussão ali, antes de alguém abrir a boca. Você sai de um lugar cheio de gente sem ter feito esforço nenhum e chega em casa como quem carregou saco de cimento. Você acorda pensando no problema do seu irmão como se fosse seu.
Isso tem nome no nosso meio: sensibilidade sem proteção. A pessoa que sente muito, e que por isso mesmo capta muito, sem ter aprendido a separar o que é dela do que entrou pela porta dos outros.
E olha que interessante: essa mesma sensibilidade que hoje te esgota é, quase sempre, a matéria-prima de quem nasceu para cuidar. Muita gente que chega até mim exausta de sentir demais descobre, meses depois, que aquilo era um chamado para a terapia. A sensibilidade não é o problema. O problema é ela ficar solta, sem borda e sem manejo.
O que a sua energia tem a ver com a sua saúde mental
Aqui entra o olhar que eu mais gosto de compartilhar. Nós somos seres multidimensionais. Temos um corpo físico, uma mente que raciocina, um campo emocional, um espírito e uma estrutura energética que sustenta tudo isso. Quando um desses andares balança, os outros sentem o tranco.
Por isso cuidar da mente sem olhar para a energia é como enxugar o chão com a torneira aberta. Você seca, seca, seca, e a água continua vindo.
Pela leitura energética, boa parte do que a gente chama de “cabeça cheia” fica alojada no plexo solar, aquele centro de energia na altura do estômago. É ali que se acumulam raiva, medo, angústia, mágoa, tristeza e ansiedade. Não é por acaso que a gente sente aperto justamente na boca do estômago quando recebe uma notícia ruim. O corpo fala uma língua bem literal.
Existe também uma frase que ajuda muita gente a entender o próprio estado: a depressão costuma ser excesso de passado e a ansiedade costuma ser excesso de futuro. Uma te prende no que já foi, a outra te joga no que ainda nem chegou. As duas te tiram do único lugar em que a vida acontece de verdade, que é agora.
Sete cuidados simples para atravessar o Setembro Amarelo mais leve
Você tem pouco tempo, eu sei. Então nada aqui exige hora livre nem lugar especial. São gestos pequenos, feitos com constância, que mudam muita coisa:
- Pergunte “isso é meu?”. Sempre que bater uma emoção sem explicação, pare, respire fundo três vezes e faça essa pergunta em voz alta. Fique quieta e observe o corpo. A resposta vem rápido, e ela é honesta.
- Lave as mãos e os braços em água corrente ao chegar de um lugar cheio. Parece bobagem, mas o gesto físico ancora a intenção de soltar o que não é seu.
- Respire mais longo na saída do que na entrada. Inspire contando até quatro, segure dois, solte contando até seis. Isso avisa o corpo que ele pode sair do estado de alerta.
- Esvazie a cabeça no papel antes de dormir. O que sai da mente e vai para o papel perde força. Escreva sem organizar, sem caprichar, sem reler.
- Ande dez minutos ao ar livre. Corpo parado acumula, corpo em movimento descarrega. Não precisa de academia nem de roupa bonita.
- Diga um não por semana. Comece por um pequeno. Cada sim que você dá com o peito apertado cobra juros depois.
- Marque uma hora na agenda que seja só sua. Uma. Se você marca dentista, marca isso também.
Tá fazendo sentido até aqui? Nenhum desses passos é difícil. O difícil é se dar permissão de fazer, e é exatamente essa permissão que o mês de setembro veio pedir.
Quando procurar ajuda profissional
Agora eu preciso ser bem honesto com você, porque isso importa mais do que qualquer técnica que eu possa ensinar. Se existe uma mensagem que o Setembro Amarelo carrega acima de todas, é esta.
Tem hora que o peso fica maior do que o que a gente consegue carregar sozinha. Quando a tristeza deixa de ser uma visita e vira moradora, quando a vontade de fazer as coisas some, quando o sono e a comida saem do lugar por semanas seguidas, existe uma rede que é feita exatamente para isso. Psicólogo, psiquiatra, o posto de saúde do seu bairro, o CVV, que atende de graça pelo telefone 188, a qualquer hora do dia ou da noite.
Procurar ajuda profissional é um gesto de coragem. Precisa de humildade para reconhecer, precisa de força para dar o telefonema, precisa de amor próprio para sustentar o processo. E eu escrevo isso com a tranquilidade de quem trabalha com energia há mais de dez anos: a terapia holística caminha ao lado do tratamento de saúde, como apoio, nunca no lugar dele.
A radiestesia é uma ferramenta de equilíbrio energético. Ela não diagnostica, não substitui remédio, não substitui acompanhamento. O que ela faz, e faz muito bem, é cuidar da camada energética que sustenta o emocional, para que o trabalho terapêutico encontre um campo mais limpo pela frente. As duas coisas juntas funcionam melhor do que qualquer uma sozinha.
Como a radiestesia entra nessa história
Se você nunca ouviu falar, a radiestesia radiônica é uma técnica que usa o pêndulo e os gráficos radiônicos para identificar onde a energia está travada e trabalhar o reequilíbrio de forma direcionada. É mais simples do que parece e mais preciso do que a maioria imagina.
No caso de quem vive sobrecarregada, ela ajuda em três frentes bem concretas: mostrar o que ficou impregnado no campo, devolver o que entrou de fora e reforçar a blindagem para a coisa não voltar na semana seguinte. Se você quiser entender por dentro como isso funciona, eu explico com calma no artigo sobre a mesa radiônica.
E aqui vai um dado que costuma surpreender quem acha que isso é coisa de esquina: desde 2017, o Ministério da Saúde reconhece práticas integrativas e complementares dentro do SUS, entre elas o Reiki, a meditação e a aromaterapia. O cuidado energético deixou de ser marginal faz tempo. Ele caminha junto com a medicina, cada um no seu lugar.
A meditação como pausa possível
De todas as práticas que eu já testei em mim e ensinei para outras pessoas, a meditação é a que mais mexe com a saúde emocional. Ela treina a sua mente a voltar para o presente toda vez que ela foge para o futuro. E não, você não precisa esvaziar a cabeça. Ninguém esvazia. Você só volta, com gentileza, quantas vezes for preciso.
Nos meus atendimentos e nas mentorias de meditação, ouvi muitos relatos de redução de insônia, de dor de cabeça, de dor nas costas, de estresse. Sempre em paralelo aos tratamentos que a pessoa já fazia, nunca no lugar deles. Se você quiser começar hoje, eu deixei a Meditação de Conexão ao Eu Superior disponível de graça. Coloque o fone, escolha um canto tranquilo e se permita.
Se a ansiedade é o seu ponto mais sensível agora, dá uma olhada também no que eu escrevi sobre como acalmar a ansiedade sem remédio e sobre atenção plena no dia a dia. São dois caminhos que se completam.
A frequência das emoções (e por que isso muda tudo)
Tem um assunto que eu dedico um capítulo inteiro no meu livro Seres Energéticos e que encaixa perfeitamente na conversa deste mês: as emoções têm frequência. Cada estado emocional vibra numa faixa, e a gente atrai e vive na faixa em que está vibrando.
Nesse capítulo eu conto a história da Laura, que perdeu os pais na pandemia e, logo em seguida, perdeu o emprego. Confinada em casa, ela foi escorregando para um processo depressivo. E o que eu escrevo ali é exatamente o que escrevo aqui: a tristeza é uma emoção natural e legítima, como todas as outras. O cuidado começa quando a gente permanece indefinidamente nessa frequência, porque aí a energia vital vai sendo minada e a dor deixa de ser emoção e vira dor na alma. Nessa hora, rede de apoio e apoio terapêutico não são opcionais.
Se isso mexeu com você, eu aprofundo esse mapa emocional inteiro no livro, junto com os sete corpos sutis e os chakras. Você pode ler o Seres Energéticos completo, o físico, com frete grátis para todo o Brasil, clicando aqui para conhecer.
Um último recado, de coração
Se este texto te achou num setembro difícil, respira. Você não está errada, não está fraca e não está sozinha. O cansaço que você sente tem causa, tem nome e tem caminho. E o primeiro passo você já deu, que foi parar dois minutos para ler algo que fala de você.
Escolhe uma coisa só dessa lista para fazer hoje. Uma. Amanhã você escolhe outra. É assim que a gente reconstrói, um gesto de cada vez. Que o seu Setembro Amarelo seja o mês em que você finalmente entrou na própria fila do cuidado.
E se você quiser companhia nesse caminho, eu posto todo dia um cuidado com a sua energia no @viaenergia: a energia do dia, reflexões, lives ao vivo. Me acompanha por lá, vai ser bom ter você perto.
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Raphael Valente é Terapeuta Holístico, autor do livro Seres Energéticos, formado como Psicanalista e Espiritualista, Humanoterapeuta, especialista em Radiestesia Radiônica, Reiki, professor de Meditação e fundador do espaço terapêutico Via Energia. O profissional e sua empresa são credenciados junto à ABRATH – Associação Brasileira de Terapeutas Holísticos sob o registro CJAH-BR 15825.



