Chakras desalinhados: 7 sinais e como alinhar sozinha

Tem dias em que a gente acorda cansada antes de levantar. A cabeça não para, o estômago aperta por qualquer coisa, a palavra fica entalada na garganta e o coração parece pequeno demais para o que está sentindo. Quem já passou por isso conhece bem a sensação de estar “fora do eixo”. No olhar energético, uma das explicações mais antigas para esse estado tem nome: chakras desalinhados.
Eu atendo com radiestesia há mais de dez anos, e medir os chakras é uma das primeiras coisas que eu faço numa sessão. Com o tempo, fui percebendo que os sinais de desequilíbrio se repetem, e que boa parte deles a própria pessoa consegue reconhecer em casa, sem ninguém.
Neste artigo eu vou te mostrar o que são os chakras, como cada um se manifesta quando sai do equilíbrio, os 7 sinais mais comuns de chakras desalinhados e práticas simples para alinhar sozinha, com segurança. Combinado?
O que são os chakras, de um jeito simples
A palavra chakra vem do sânscrito e quer dizer roda de luz. A tradição hindu fala de milhares desses pontos no corpo, mas considera sete principais, também chamados de centros vitais. Eles vão da base da coluna até o alto da cabeça.
Cada chakra recebe e libera energia o tempo todo, como uma porta giratória. E cada um está ligado a uma glândula do corpo físico, a uma cor e a um conjunto de emoções.
Tem um detalhe que quase ninguém conta. A gente se acostumou a ver os chakras desenhados como bolinhas coloridas numa figura de frente, em duas dimensões. Na verdade, eles têm formato de cone. O primeiro aponta para baixo, para a Terra. O último aponta para cima, para o céu. E os cinco do meio irradiam para frente e para trás ao mesmo tempo.
Isso explica, por exemplo, por que aquele hábito antigo de colocar um esparadrapo no umbigo para “fechar o corpo” não fecha nada. Você estaria tapando só uma das portas de um único chakra, e ainda sobrariam outras treze abertas. Se o esparadrapo te dá sensação de proteção, tudo bem, a segurança que você sente já é uma energia. Mas a proteção de verdade vem de outras práticas.
O que quer dizer um chakra desalinhado
Todo chakra tem uma velocidade ideal de rotação. Quando ele gira rápido demais, fica com excesso de energia. Quando gira devagar demais, fica com falta. Os dois extremos são desequilíbrio.
Pensa no motor de um carro. Em ponto morto, ele não leva você a lugar nenhum. No giro alto o tempo todo, ele esquenta e gasta. O carro anda bem quando o motor gira na rotação certa para aquele trecho da estrada. Com os chakras é igual.
Repara que não existe julgamento aqui. Excesso e falta são só os dois polos de uma mesma energia. O objetivo é sempre o caminho do meio.
Os 7 chakras e como cada um sai do eixo
Vou passar por eles de baixo para cima, como manda a tradição. Lê com calma e repara em qual você se reconhece mais.
1. Chakra básico (vermelho, base da coluna). É a raiz. Cuida da segurança, do sustento, da relação com o dinheiro e com o próprio corpo. Lento demais, traz medo, insegurança para ir para a vida, cansaço e dificuldade de materializar as coisas. Acelerado demais, vira apego excessivo ao material e necessidade de controlar tudo.
2. Chakra sacro (laranja, abaixo do umbigo). É o chakra do prazer de viver, da criatividade e do amor-próprio. Lento, aparece como autoestima baixa, cobrança excessiva, falta de criatividade e procrastinação. Muita gente que não consegue se olhar no espelho sem apontar defeito está com o sacro pedindo cuidado.
3. Plexo solar (amarelo, altura do estômago). É onde ficam retidas a raiva, o medo, a mágoa e a ansiedade. Quando está sobrecarregado, aparecem os pensamentos acelerados na hora de deitar, aquela discussão que você repassa mil vezes na cabeça e o famoso “nervoso que vai para o estômago”.
4. Cardíaco (verde, centro do peito). Fica bem no meio, ligando os três de baixo aos três de cima. Cuida do amor por si e pelos outros. Lento, traz ressentimento, desconfiança e sensação de não pertencer a lugar nenhum. Acelerado, vira amor que sufoca, que quer controlar o outro.
5. Laríngeo (azul-celeste, garganta). É o chakra da expressão. Lento, aparece como o sim que você diz querendo dizer não, os sapos engolidos e o medo de se expor. Acelerado, vira a sinceridade sem filtro que machuca e não escuta.
6. Frontal (índigo, entre as sobrancelhas). O terceiro olho, ligado à intuição e à clareza. Lento, traz confusão, medo do futuro e a mania de entregar as próprias decisões para os outros. Acelerado, deixa a pessoa no mundo da lua, cheia de ilusões.
7. Coronário (violeta, alto da cabeça). É a antena da espiritualidade. Lento, traz vazio interior, sensação de solidão e desconexão do sagrado. Acelerado, faz a pessoa viver só de assunto espiritual e esquecer que tem um corpo para cuidar.
O que desalinha os chakras no dia a dia
Ninguém acorda com os chakras desalinhados do nada. Quase sempre existe uma sequência de pequenas coisas que vão tirando a energia do lugar, devagar, como goteira que ninguém conserta.
- Emoção engolida. A raiva que você não expressou, a tristeza que você empurrou com a barriga, o “está tudo bem” dito sem estar. Emoção não expressa não some, ela fica guardada no corpo e no campo.
- Ambientes e pessoas pesadas. Uma discussão em casa, um chefe que grita, um grupo de família que só traz notícia ruim. Quem é sensível absorve isso pelo plexo solar e pelo cardíaco.
- Excesso de tela e de notícia. A mente acelerada o dia inteiro deixa o plexo solar girando em alta, e depois é difícil desacelerar na hora de dormir.
- Cuidar de todo mundo e de ninguém por você. Esse é o grande desalinhador da mulher madura. O cardíaco se doa sem filtro e o básico fica sem combustível.
- Falta de corpo. Pouco movimento, pouco sol, pouco pé no chão. O básico precisa de matéria para se sustentar.
Perceber o que te desalinha já é metade do caminho. Quando você sabe de onde vem a goteira, fica muito mais fácil decidir onde colocar o balde, e depois chamar alguém para consertar o telhado.
7 sinais de chakras desalinhados
Na prática dos atendimentos, estes são os sinais que eu mais vejo chegando. Eles não servem para diagnóstico nenhum, servem para você se observar com mais carinho.
- Cansaço que o sono não resolve. Você dorme e acorda como se não tivesse dormido. Costuma andar junto com o básico enfraquecido.
- Cabeça que não desliga à noite. Deitou, apagou a luz e o cérebro abriu uma reunião. Sinal clássico de plexo solar sobrecarregado.
- Sensação de ser esponja. Basta ficar perto de alguém nervoso para sair esgotada. Muitas vezes o cardíaco e o plexo solar estão abertos demais, sem filtro.
- Dificuldade de dizer não. Você aceita, depois se arrepende e fica com raiva de si mesma. O laríngeo pedindo voz.
- Ciclos que se repetem. Mesma briga, mesmo tipo de relação, mesma trava no dinheiro. Às vezes é o básico e o sacro pedindo raiz e coragem.
- Desconfiar da própria intuição. Você sente, mas não acredita no que sente. Frontal em descompasso.
- Vazio que nada preenche. Tem tudo, e ainda assim falta alguma coisa. O coronário costuma estar com o sinal fraco, igual à antena desapontada do satélite.
Se você se reconheceu em três ou mais, não se assuste. É muito comum, principalmente em fase de transição de vida. E tem muita coisa que você mesma pode fazer.
Como alinhar os chakras sozinha: práticas simples
Antes de tudo, um aviso de amigo: se algum desses sinais vem acompanhado de sintoma físico ou de sofrimento emocional intenso, procure o seu médico ou um psicólogo. O cuidado energético anda junto, nunca no lugar.
Agora, o que dá para fazer em casa, sem gastar nada:
- Respiração das três vezes. Encha o peito de ar devagar, segure dois segundos, solte devagar. Repita três vezes. Você vai sentir o coração desacelerar. Esse é o cardíaco trabalhando com o elemento dele, o ar.
- Pé no chão para o básico. Cinco minutos descalça na grama, na terra ou mesmo no piso frio, prestando atenção na sola dos pés. Aterramento simples para quem vive na cabeça.
- Mão no estômago antes de dormir. Deite, coloque a mão sobre o plexo solar e respire sentindo a barriga subir e descer. Cada vez que um pensamento vier, diga em silêncio “eu vejo você” e volte para a respiração.
- Um não por semana. Escolha uma situação pequena e diga um não com gentileza. É treino para o laríngeo, e o seu não pode ser um enorme ato de amor.
- Uma coisa criativa sem objetivo. Cozinhar uma receita nova, pintar, arrumar uma flor no vaso. O sacro gosta de prazer sem cobrança.
- Silêncio com perguntas. Antes de decidir algo pequeno, feche os olhos e pergunte a si mesma o que sente. Anote. Daqui a uma semana, confira. Assim o frontal ganha confiança.
- Uma meditação curta por dia. Cinco minutos sentada, coluna apoiada, atenção na respiração. Depois de uma semana, seis. Depois sete. Meditação é a porta de entrada de qualquer prática energética.
E as cores, os cristais e os sons?
Muita gente gosta de trabalhar os chakras com cromoterapia, cristais, mantras e frequências sonoras. Tudo isso pode ajudar, e eu não tenho nada contra. Só faço um pedido: não transforme o alinhamento num ritual tão complicado que você desiste na segunda semana.
Uma cor que você veste com intenção, uma pedra que você segura enquanto respira, uma música que acalma. Coisas pequenas, repetidas, valem mais do que um kit enorme guardado na gaveta.
Se quiser entender a proteção do seu campo de um jeito mais completo, escrevi sobre os sinais de que você precisa de proteção energética.
Como saber se o chakra voltou para o eixo?
Essa é a parte em que a radiestesia ajuda muito. Com o pêndulo, dá para medir a rotação de cada chakra, antes e depois de uma prática. Assim você sai do “acho que melhorou” e passa a acompanhar de verdade.
Numa sessão, eu pergunto ao pêndulo se cada chakra está vibrando na sua frequência normal, se está acelerado ou lento. A partir daí, dá para entender muita coisa sobre o momento da pessoa, resgatando a referência emocional de cada centro. E depois da harmonização na mesa, mede-se de novo.
Sozinha, em casa, você também pode aprender a fazer essa medição em você mesma. Se tem curiosidade, o primeiro passo é aprender como usar o pêndulo em você mesma.
Por que os chakras desalinham tanto nessa fase da vida
Eu atendo muita mulher entre os cinquenta e os sessenta e poucos anos, e tem um padrão que se repete demais para ser coincidência.
É a fase em que os filhos saem de casa, ou não saem e continuam dependendo. Em que os pais envelhecem e precisam de cuidado. Em que o corpo muda, a carreira pede revisão e aparece aquela pergunta que não cala: “e agora, o que eu faço com o resto da minha vida?”.
Tudo isso mexe com o básico, que é a segurança. Com o sacro, que é o prazer e a autoestima. Com o cardíaco, que segura o mundo de todo mundo. E com o laríngeo, porque a mulher que cuidou de todos raramente aprendeu a dizer o que ela quer.
Então, se você está nessa fase e sente os chakras desalinhados, saiba que você está atravessando um rio largo. E travessia se faz com cuidado, um passo de cada vez.
Perguntas que sempre aparecem
Dá para alinhar todos os chakras de uma vez? Dá para cuidar de todos, mas eu sugiro começar por um, o que mais chamou a sua atenção aqui. Foco rende mais.
Quanto tempo leva para sentir diferença? Com prática diária, muita gente relata mudança em duas semanas. Mas cada pessoa tem o seu ritmo.
Chakra desalinhado causa doença? O olhar energético entende que o desequilíbrio prolongado pede atenção, mas nenhum cuidado com os chakras substitui consulta médica. Sintoma no corpo se investiga com médico.
Precisa ser de alguma religião? Não. Os chakras vêm da tradição hindu, mas o cuidado com a própria energia é para qualquer pessoa, de qualquer fé.
Animais têm chakras? Têm. Eles também possuem centros de energia ao longo da coluna, como nós.
O que eu queria que você levasse daqui
Chakras desalinhados funcionam como um recado. O corpo e a energia estão te avisando que alguma parte de você precisa de atenção, e a boa notícia é que você pode começar a responder hoje, com práticas pequenas.
Agora me conta, de verdade: qual dos sete você sentiu que é o seu?
Esse assunto eu aprofundo no meu livro Seres Energéticos, num capítulo inteiro chamado “O que não te contaram sobre os chakras”, onde eu explico o modelo em três dimensões, os sinais de equilíbrio de cada um e a analogia da antena parabólica do coronário. Lá também conto como descobri o desequilíbrio do meu próprio laríngeo. Se quiser ler completo, o livro físico vai com frete grátis para todo o Brasil.
E se você sente que esse cuidado com a energia é mais do que curiosidade, que tem um chamado aí dentro, eu te convido para a Jornada Terapeuta de Elite. São cinco encontros ao vivo para você despertar a sua missão e aprender a dominar a sua própria energia. Começa por você, como tudo deveria começar.


