Primeira sessão de radiestesia: o guia completo

Olha, se você está pensando em marcar a sua primeira sessão de radiestesia e ficou com aquele friozinho de “será que é para mim?”, eu quero te tranquilizar já no primeiro parágrafo: você não precisa entender nada de energia, não precisa acreditar em nada específico e não vai ser cobrada por isso.
Neste artigo eu vou te contar exatamente como funciona, do agendamento ao dia seguinte: o que você precisa separar antes, quanto tempo dura, o que acontece do começo ao fim, o que você vai sentir, o que costuma mudar depois e quais perguntas fazer para escolher um bom terapeuta. É o guia que eu gostaria que existisse quando eu fiz a minha primeira.
Antes de tudo: o que é uma sessão de radiestesia
É um atendimento em que o terapeuta usa o pêndulo e a mesa radiônica para ler o seu campo energético, identificar o que está fora de sintonia e harmonizar esses pontos, nas áreas pessoal, familiar, profissional, afetiva, financeira e espiritual.
É uma terapia complementar de equilíbrio energético. Não é consulta médica, não é diagnóstico, não é leitura de futuro e não é sessão espírita. Vale dizer isso com todas as letras logo no começo.
O que você precisa separar antes
- O seu testemunho: nome completo, data de nascimento e, na maioria dos casos, uma foto recente sua. É o que conecta você à mesa.
- Uma intenção: pense no que mais pesa hoje. Não precisa ser bonito nem organizado. “Estou cansada e não sei do quê” é uma intenção perfeitamente válida.
- Um lugar tranquilo: onde você possa ficar cerca de uma hora sem interrupção, com o celular no silencioso.
- Um copo de água: parece bobo, mas ajuda. Beba antes e depois.
- Papel e caneta: para anotar o que vier. Você vai querer reler isso depois.
Preciso estar presente? E se eu morar longe?
Não precisa. O atendimento é feito com o seu testemunho e acontece online, o que significa que você pode estar em qualquer cidade do Brasil ou do mundo. Eu atendo assim há anos.
Muita gente estranha isso no começo, e é justo. A explicação simples: o que conecta não é a sala, é o campo. Do mesmo jeito que a sua saudade de alguém não diminui porque a pessoa mudou de estado.
Como é a sessão, do começo ao fim
- Acolhimento e conversa inicial. Antes de qualquer pêndulo, a gente conversa. Você conta o que está vivendo, no seu tempo. Não existe pergunta boba aqui.
- Permissão. O terapeuta pede permissão energética para trabalhar no seu campo. Sem a sua autorização, nada acontece. Essa é regra inegociável.
- Leitura. Com o pêndulo sobre as escalas e os gráficos, ele vai identificando o que está travado e com que intensidade. É a parte mais silenciosa, e costuma ser a que mais surpreende, porque aparecem coisas que você não contou.
- Harmonização. Os gráficos e símbolos entram para reequilibrar as frequências que estavam em desarmonia.
- Devolutiva. O terapeuta te conta o que encontrou, em linguagem simples, e explica o que aquilo significa na sua vida prática.
- Orientações. Você sai com o que fazer nos dias seguintes, e isso é parte do trabalho, não é enfeite.
Uma sessão comigo dura cerca de uma hora. No meu livro Seres Energéticos eu conto que mapeamos mais de 40 aspectos energéticos na mesa, em todas as áreas da vida, e que dentro desse roteiro é possível olhar inclusive para a missão de alma, os karmas e a sintonia para tomada de decisão.
O que a radiestesia mede, na prática
Muita gente chega na primeira sessão sem fazer ideia do que vai ser medido, e acha que vai ouvir um diagnóstico. Não é isso, então vale explicar.
O que se mede é o estado do campo energético e dos corpos sutis, que são camadas que registram experiência de jeitos diferentes. O corpo emocional, por exemplo, guarda sentimentos e memórias afetivas, principalmente as que envolveram dor, medo ou ressentimento. Quando ele está sobrecarregado, aparece instabilidade, ansiedade e aquela tendência de reagir de forma intensa a coisa pequena do dia a dia.
Também se olha a vitalidade geral, o equilíbrio dos chakras e, quando faz sentido, a frequência emocional predominante. Existe uma escala bem conhecida para isso, mapeada pelo psiquiatra David R. Hawkins, que organiza as emoções da vergonha até o amor incondicional, passando pela culpa, apatia, tristeza, medo, raiva, coragem e aceitação.
Saber por onde você anda nessa escala muda a expectativa que você coloca em si mesma. Ninguém pula da apatia para a alegria. O caminho é degrau por degrau, e quem sai do “tanto faz” e consegue sentir raiva já se moveu, porque raiva ao menos move.
Quanto custa e como não cair em cilada
Essa pergunta quase ninguém faz em voz alta, e todo mundo quer saber.
Preço de sessão varia muito, de acordo com a formação do terapeuta, o tempo de atendimento e a região. O que eu recomendo é olhar menos o valor isolado e mais o que está incluso: quanto tempo dura, se vem relatório ou anotação, se há retorno, e o que acontece entre uma sessão e outra.
Sinais de alerta que valem mais que qualquer tabela de preço:
- Prometeu cura de doença. Encerre a conversa aí.
- Disse que você está com “coisa feita” e que só ele resolve. Isso é manipulação de medo, não terapia.
- Empurrou pacote longo antes de você ter feito uma sessão sequer.
- Falou da sua saúde como se fosse diagnóstico, com nome de doença.
- Não pediu a sua autorização para trabalhar o seu campo.
- Se irritou quando você perguntou a formação dele.
Terapeuta sério não tem pressa e não trabalha com medo. Se você saiu de uma conversa mais assustada do que entrou, alguma coisa estava errada, e não era você.
O que você vai sentir durante
Cada pessoa sente de um jeito, e todas as formas são normais:
- Uma sonolência boa, como quando o corpo relaxa de verdade.
- Vontade de chorar em algum momento da devolutiva, sem tristeza junto. É alívio saindo.
- Calor ou formigamento em alguma região do corpo.
- Ou absolutamente nada durante, e a ficha caindo dois dias depois.
Não sentir nada na hora não significa que não funcionou. A maior parte do efeito aparece nos dias seguintes, na forma de “olha, eu não reagi como reagiria antes”.
E depois? O que costuma acontecer
Nas 48 horas seguintes, o mais comum é uma sensação de leveza, como quem tira uma mochila pesada das costas. Também é comum dormir muito bem na primeira noite.
Algumas pessoas passam por um ou dois dias de remexida antes da calmaria, principalmente quando o que foi tocado estava guardado há muito tempo. Não é piora, é assentamento, do mesmo jeito que a água fica turva quando a gente mexe no fundo do copo antes de decantar.
Para aproveitar melhor esse período: beba mais água, evite decisões grandes nas primeiras 24 horas, durma cedo se puder e anote os sonhos, que costumam ficar mais vívidos.
O que fazer nas 48 horas depois da sessão
Essa parte quase ninguém explica, e é onde boa parte do resultado se ganha ou se perde.
Depois de um trabalho energético, o corpo costuma pedir coisas simples. Vale levar a sério, porque o cuidado do dia seguinte é o que sustenta o que foi feito.
- Beba mais água do que o normal. É o pedido mais comum que eu escuto no dia seguinte, então antecipe.
- Durma cedo na noite da sessão. O sono é onde boa parte da reorganização acontece.
- Evite ambiente muito cheio nas primeiras 24 horas. Não por superstição, e sim porque você está mais sensível e percebe mais.
- Anote uma linha por dia durante uma semana. Humor, sono, energia, o que aconteceu. É o que vai te mostrar o efeito real, em vez da impressão.
- Não tome decisão grande no calor do momento. Clareza nova dá vontade de mudar tudo hoje. Espere três dias e veja se a vontade continua.
- Seja gentil com você se vier cansaço. Acontece, passa em um ou dois dias, e costuma ser sinal de que alguma coisa se mexeu.
E olha, se não sentir nada, também está tudo certo. Isso é informação, não fracasso.
Quantas sessões são necessárias?
Depende do que aparece. Muita gente sente diferença já na primeira. Padrões antigos e repetidos costumam pedir acompanhamento por algumas semanas.
Aqui vai um sinal de terapeuta honesto: ele te diz isso depois da leitura, não antes, e nunca vende pacote de dez sessões para quem acabou de chegar. Se alguém já chega dizendo que você precisa de muitas sessões sem nem ter olhado o seu campo, desconfie.
Dá para combinar com outras terapias?
Dá, e na maioria das vezes é o que eu recomendo.
Eu costumo dizer que a radiestesia é uma espécie de ciência mãe dentro do universo holístico, porque ela mede. E medir serve para qualquer técnica. Se você faz Reiki, cromoterapia, florais ou aromaterapia, a radiestesia ajuda a saber o que usar, em que ordem, por quanto tempo, e se aquilo surtiu efeito.
É a diferença entre escolher no palpite e escolher com informação. Quem já pratica outra coisa costuma sentir esse ganho logo na primeira semana.
E vale repetir o que é mais importante de tudo: nada disso substitui acompanhamento médico, psicológico ou psiquiátrico. Terapia energética caminha ao lado do tratamento profissional, nunca no lugar dele. Se você está em tratamento, siga o tratamento, e conte ao seu profissional o que mais você está fazendo.
Se em algum momento você estiver em sofrimento intenso, o CVV atende no 188, de graça, 24 horas por dia, e também pelo site cvv.org.br.
Como escolher um bom terapeuta (5 perguntas)
- “Você faz diagnóstico ou fala sobre doenças?” A resposta certa é não. Quem diagnostica está fora da ética da terapia holística.
- “Você trabalha o campo de outras pessoas sem a autorização delas?” A resposta certa é não. Nem de filho, nem de cônjuge.
- “Você promete resultado?” Se prometer, saia. Terapia séria não promete desfecho, oferece processo.
- “Como funciona a sua devolutiva?” Você tem direito de entender, em linguagem simples, o que foi encontrado.
- “Qual a sua formação?” Não precisa ser diploma de faculdade, mas precisa haver estudo, método e, de preferência, registro em uma associação como a ABRATH.
Perguntas frequentes de quem vai pela primeira vez
Preciso acreditar para funcionar?
Não. Precisa estar aberta, que é diferente. Dúvida sincera não atrapalha nada. Vir para desafiar, sim.
Isso conflita com a minha religião?
Não. Eu atendo pessoas católicas, espíritas, evangélicas, umbandistas e sem religião. O trabalho respeita a centelha divina que existe em todos nós e não pede que você troque a sua fé.
Vai aparecer alguma coisa ruim sobre mim?
Não é um julgamento. É uma leitura de onde a energia está travada. Ninguém sai de uma sessão sendo condenado, sai entendendo.
Posso levar perguntas?
Pode e deve, desde que sejam sobre a sua vida. Perguntas sobre o que outra pessoa sente ou fará não entram, e um bom terapeuta vai te explicar isso com carinho.
Tem contraindicação?
Não há contraindicação para o equilíbrio energético. Se você faz acompanhamento médico ou psicológico, mantenha. Uma coisa caminha ao lado da outra.
Crianças e idosos podem?
Podem. No caso de crianças, com a autorização e a presença de um responsável.
Pronta para a sua primeira vez?
Se você leu até aqui, provavelmente já sente que precisa de um espaço para olhar para si. E olha, esse movimento já é o começo do trabalho, antes mesmo da sessão.
Se quiser marcar uma sessão individual comigo, é só me chamar pelo WhatsApp do Via Energia que a gente conversa sobre o melhor momento.
Agora, se ao longo da leitura você percebeu que quer mais do que ser atendida, que quer aprender a fazer isso, o convite é a Jornada Terapeuta de Elite, cinco dias ao vivo em que eu mostro como a energia funciona e como dar o primeiro passo com a Radiestesia. Clique aqui para conhecer a Jornada.
E no meu livro Seres Energéticos: o Manual do seu Despertar Espiritual eu explico com calma tudo o que sustenta uma sessão, dos corpos sutis à mesa radiônica. Você pode levar o livro físico para casa com frete grátis para todo o Brasil.
Antes de ir, faça uma coisa por você: pegue um papel e escreva em uma frase o que você levaria para essa primeira sessão. Guarde o papel. Ele vai valer muito quando você reler daqui a alguns meses.
Um abraço energizado.


